A ADMIRAÇÃO GERAL - Parte IV

June 3, 2019

“The Globe” dizia:“Ele era culto, ele era patriota, era gentil e indulgente; tinha todas as virtudes privadas bem como as públicas, e morreu no exílio”.

O “The Tribune” sentenciou: Seu reinado foi sereno, pacífico e próspero...”

“The Times” apresentava a perspectiva popular: “(...) até novembro de 1889, acreditava-se que o falecido Imperador e sua consorte fossem unanimemente adorados no Brasil, devido a seus dotes intelectuais e morais e ao seu interesse afetuoso pelo bem estar dos súditos(...)Quando no Rio de Janeiro, era constantemente visto em público; e duas vezes por semana recebia seus súditos e viajantes estrangeiros, encantando a todos com sua cortesia (...)”

“The Herald”escreveu:

Numa outra era, e em circunstâncias mais felizes, ele seria idolatrado e honrado pelos seus súditos e teria passado para a história como Pedro o Bom.

 

Nitidamente abalado com a perda, Benjamin Mossé escrevia:

Dom Pedro d’Alcântara, cuja biografia um modesto rabino teve a honra de escrever com ajuda de um sábio brasileiro Barão do Rio Branco, foi uma das mais admiráveis figuras da nossa época moderna. Fundador e organizador do imenso império brasileiro foi amigo das letras. Conhecedor a fundo do hebraico, era certamente mais fluente nesta língua que muitos filhos de Israel. Ele não somente amava nossa língua, mas nos amava, elogiava as virtudes de nosso povo e indagava-se com o antissemitismo. A última obra em que o monarca trabalhava era judaica, uma manifestação ressoante a favor do judaísmo que guardara para sempre a sua memória.

Mesmo entre os republicanos do Brasil o reconhecimento da grandeza do falecido Imperador se fez presente. Quintino Bocaiúva, um dos proclamadores da República, escreveu no jornal “O Paiz”:

“O mundo inteiro, pode-se dizer, tem prestado todas as quantas homenagens tinha direito o Sr. Dom Pedro de Alcântara, conquistadas por suas virtudes de grande cidadão”.

Até mesmo José Veríssimo, ardente Republicano, reconhecia a liberdade que Dom Pedro II proporcionou ao Brasil:

“Em seu governo todos pensávamos como queríamos e dizíamos o que pensávamos”.

Em Varsóvia, o jornal “HaTsfirá” (A Sirene), editado em hebraico, escrevia:

“Bem aventurado aqueles que viram Dom Pedro II, Imperador do Brasil, e ouviram-no falar na língua sagrada. Bem aventurados todos aqueles que o saudaram e foram por eles saudados”.

 

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