FILANTROPIA, APOIO E DESENVOLVIMENTO CULTURAL NO BRASIL.

May 14, 2019

Associou-se, o Imperador, aos ideais judaicos e apoiou a filantropia reconhecendo e aprovando através do Decreto 5302 de 13 de janeiro de 1873 os estatutos da União Israelita do Brasil ou Sociedade Israelita do Brasil, sinagoga de ajuda ao necessitados, fundada por judeus chegados do Marrocos e estabelecidos na comunidade de Belém do Pará, tendo tido a sua frente a liderança do Rabino Abraham Anidjar, marroquino, chegado de Belém ao Rio com o especial fim de liderar a comunidade.

Letrado também nas artes, admirava a música e o teatro, tendo recebido local de destaque no cenário brasileiro os pianistas Louis MoreauGottschalkque escrevera Grande Fantasia Triunfal”, inspirada no Hino Nacional Brasileiro e Alexandre Levy, ambos judeus.

Dom Pedro II incentivou o teatro patrocinando a vinda de muitos artistas judeus que se apresentaram no brasil, entre os quais destacou-se a gloriosa “Divina Sarah”, ou Sarah Bernhardt, que apresentou-se inicialmente em papéis importantes no Teatro Odeon.

A lista de artistas é muito grande, incluía: o casal Joseph Heine (rabequista cego) e Ada Heine (pianista); Cecília Silberberg (pinista); as irmãs Mathilde e Virgínia Sinai (pianista e violinista) de Belém do Pará; Harold H. Hime; Paula Buchheim; Ida e Helena Goldsmid. Robert Kinsman Benjamin (fundador de um grupo teatral inglês), dentre outros.

Ao contrário do Imperador da França, Rei Luiz XIV que afirmou “O Estado sou eu”, em sessão do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) criado por Dom Pedro II, Sua Majestade, O Rei do Brasil, gabava-se: “A Ciência sou eu”.

O Imperador também fundou a Academia Imperial de Belas-Artes e o Colégio D. Pedro II.

Com isso, Dom Pedro II, mostrou ao mundo que na América do Sul existiam dignos exemplos de civilização e não meros vestígios de barbárie.

 

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