A PAULISTINIDADE DE JOÃO RAMALHO

March 15, 2019

Fugindo da barbárie portuguesa chegou ao Brasil o judeu João Ramalho.

Após tormentosa viagem, Ramalho naufragou na costa de São Vicente.

Venceu milagrosamente as forças da natureza e, após convencer os indígenas de suas pacíficas intenções conquistou a confiança do Chefe da Tribo selvagem dos Tibiriçá.

Posteriormente, Ramalho casa-se com Bartira, filha do Chefe dos Tibiriçá. Bartira, mais tarde, muda seu nomepara Isabel.

Com Isabel e com outras mulheres teve muitos filhos que também se procriaram tanto que deram o direito a Ramalho de ser considerado o patriarca de uma linha própria, a dos mamelucos.

Foi então, mameluco, o nome dado aos nascidos do consórcio entre brancos e índios.

Ramalho, posteriormente, associa-se a coroa portuguesa contribuindo com preciosas informações sobre a terra do Brasil que lhe tornara conhecida durante seus 40 anos de experiências.

Foi Ramalho o fundador do Estado de São Paulo em 1554e da paulistinidade, inicialmente com a povoação e criação da pequena aldeia de Santo André da Borda do Campo.

Muitas teorias giraram em torno da origem judaica de Ramalho, porém a maior fonte de investigação, sua assinatura que apresentava letra do alfabeto hebraico, levou a maioria dos pesquisadores a conclusão de sua descendência israelita.

O primeiro brasileiro consciente de si foi, talvez, o mameluco, que, segundo Darcy Ribeiro,“não podendo identificar-se com os que foram seus ancestrais americanos – que ele desprezava –, nem com os europeus – que o desprezavam –, via-se condenado à pretensão de ser o que não era nem existia: o brasileiro”.

 

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