O PROJETO

                                                       

                                                                              

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O gosto natural pelos estudos demonstrou-se tão grande que certa vez o D. Pedro II escreveu “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências”. Foi por encontrar ao acaso uma gramática hebraica que despertou no jovem D. Pedro II um grande interesse por esta língua e o fez estudá-la durante boa parte de sua vida com o auxílio de rabinos e professores. Seu interesse não cessou quando se tornou fluente em Hebraico: D. Pedro II também estudou diversos costumes do judaísmo, chegando até mesmo a possuir um rolo de Torá (livro sagrado do judaísmo). Tamanha era sua fluência e interesse pelo judaísmo que D. Pedro II fez versões para o Hebraico de Camões e traduziu diversos textos bíblicos (do Velho Testamento) do hebraico para o latim. O rabino Benjamin Mossé de Avinhão, certa vez teria dito que o Imperador era mais fluente no hebraico que muitos judeus e que ele não somente amava o idioma como elogiava as virtudes do povo e indignava-se com o anti-semitismo. A relação com o judaísmo seguiu D. Pedro II até o fim de seus dias, uma vez que assim como muitos judeus ele acabou por falecer em exílio, longe de sua terra natal. Tópicos abordados: História, Brasil Império, Cultura Brasileira, Cultura Judaica, Imigração, Religiosidade, Costumes e Tradições.

 

A produção deste blog faz parte de um projeto aprovado pela Lei Rouanet (Lei de Incentivo a Cultura).
O material apresentado através deste blog resgata a história de Dom Pedro II desde sua infância como jovem Imperador até o seu exílio, focando-se em sua vida adulta onde sua paixão pelas letras e ciências fez com que desenvolvesse um conhecimento muito amplo de diferentes idiomas, incluindo o hebraico e as influências que esta paixão acabou por introduzir ao Brasil. O jovem príncipe com apenas 5 anos de idade tornou-se Imperador (de jure), pois seu Pai, D. Pedro I, abdicara o trono para tomar parte na Revolução Liberal do Porto e, desde então, teve uma vida muito regrada e direcionada aos estudos para poder desenvolver competências que o permitisse transformá-lo no regente do Brasil.